A restauração é uma necessidade tanto daquele que desce um degrau como daquele que desse todos os degraus.
É uma necessidade de todo o ser humano. Daquele que se afastou do caminho certo apenas dez centímetros e daquele que se afastou por quilômetros.
Quando se fala em restauração, a palavra mais animadora que se pode ouvir sai da boca do homem que pregava no deserto, que vestia uma túnica de pele de camelo e que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre.
Ele aponta para Jesus e exclama: “Aí está o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).
Revista Ultimato N° 348, Maio-Junho 2014.
sábado, 27 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
Perdão
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
[Mateus 6:12]
No que diz respeito aos meus próprios pecados, é bastante segura (ainda que incerta) a aposta de que minhas desculpas não são tão boas quanto eu imagino.
No que diz respeito aos pecados dos outros contra mim, é seguro (ainda que incerto) apostar que suas desculpas são melhores do que eu imagino.
Por isso temos de começar por prestar atenção a tudo que possa mostrar que o outro não merece tanta censura quanto nós achávamos. Mas, mesmo se ele for absolutamente culpado, continuamos tendo de perdoá-lo; e ainda que noventa e nove por cento da sua aparente culpa possa ser explicada por desculpas realmente convincentes, o problema do perdão começa com aquele um por cento de culpa que ainda resta. Desculpar o que pode realmente ter uma boa desculpa não é caridade cristã, é apenas justiça. Ser cristão significa perdoar o indesculpável, porque Deus perdoou o indesculpável em você.
Isso é duro. Talvez não seja tão duro quanto perdoar uma única grande injúria. Mas como seríamos capazes de perdoar as persistentes provocações do cotidiano (continuar perdoando a sogra mandona, o marido tirano, a esposa implicante, a filha egoísta e o filho salafrário)? Só mesmo, acredito eu, colocando-nos em nosso lugar, acreditando no que dizemos todas as noites em nossas orações: “Perdoa os nossos pecados, assim como nós perdoamos os nossos devedores”. O perdão não nos é oferecido em nenhum outro termo. Recusá-lo significa recusar a graça de Deus para nós mesmos. Não há indícios de exceções, e Deus sabe bem o que está falando.
[Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato]
[Mateus 6:12]
No que diz respeito aos meus próprios pecados, é bastante segura (ainda que incerta) a aposta de que minhas desculpas não são tão boas quanto eu imagino.
No que diz respeito aos pecados dos outros contra mim, é seguro (ainda que incerto) apostar que suas desculpas são melhores do que eu imagino.
Por isso temos de começar por prestar atenção a tudo que possa mostrar que o outro não merece tanta censura quanto nós achávamos. Mas, mesmo se ele for absolutamente culpado, continuamos tendo de perdoá-lo; e ainda que noventa e nove por cento da sua aparente culpa possa ser explicada por desculpas realmente convincentes, o problema do perdão começa com aquele um por cento de culpa que ainda resta. Desculpar o que pode realmente ter uma boa desculpa não é caridade cristã, é apenas justiça. Ser cristão significa perdoar o indesculpável, porque Deus perdoou o indesculpável em você.
Isso é duro. Talvez não seja tão duro quanto perdoar uma única grande injúria. Mas como seríamos capazes de perdoar as persistentes provocações do cotidiano (continuar perdoando a sogra mandona, o marido tirano, a esposa implicante, a filha egoísta e o filho salafrário)? Só mesmo, acredito eu, colocando-nos em nosso lugar, acreditando no que dizemos todas as noites em nossas orações: “Perdoa os nossos pecados, assim como nós perdoamos os nossos devedores”. O perdão não nos é oferecido em nenhum outro termo. Recusá-lo significa recusar a graça de Deus para nós mesmos. Não há indícios de exceções, e Deus sabe bem o que está falando.
[Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato]
domingo, 3 de agosto de 2014
Lembre-se do seu Criador
Lembrar-se de Deus no bagaço é covardia!
Seria como procurar viver o melhor dos dois mundos: desfrutar os prazeres da vida na juventude e correr para Deus quando as cortinas estiverem para se fechar.
Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles";
antes que se escureçam o sol e a luz, a lua e as estrelas, e as nuvens voltem depois da chuva;
Seria como procurar viver o melhor dos dois mundos: desfrutar os prazeres da vida na juventude e correr para Deus quando as cortinas estiverem para se fechar.
Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles";
antes que se escureçam o sol e a luz, a lua e as estrelas, e as nuvens voltem depois da chuva;
Eclesiastes 12:1-2
Um hino antigo, do pastor Feliciano Amaral, diz:
Dá teu melhor para o Mestre,
Dá tua força e valor
Põe o vigor de tua alma
Às ordens do teu Senhor
O pensamento secularizado impele o moço a decidir-se, ainda cedo, sobre qual carreira seguir e como conquistar coisas ao invés de: - como ser útil, como passar pela vida e fazer diferença.
A pergunta que cabe é: - Senhor, o que tens para mim? Como colocar meus dons e ministérios a teu serviço?
A isso chama-se construir com ouro, prata e pedras preciosas. O melhor da sua vida para Deus. (1 Co 3:9-15)
Um hino antigo, do pastor Feliciano Amaral, diz:
Dá teu melhor para o Mestre,
Dá tua força e valor
Põe o vigor de tua alma
Às ordens do teu Senhor
O pensamento secularizado impele o moço a decidir-se, ainda cedo, sobre qual carreira seguir e como conquistar coisas ao invés de: - como ser útil, como passar pela vida e fazer diferença.
A pergunta que cabe é: - Senhor, o que tens para mim? Como colocar meus dons e ministérios a teu serviço?
A isso chama-se construir com ouro, prata e pedras preciosas. O melhor da sua vida para Deus. (1 Co 3:9-15)
A Deus toda a glória!
Carlos R. Silva
inverno 2014
Carlos R. Silva
inverno 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Adoração
Cada um dá seu coração ao que considera mais importante, e, esta lealdade determina a direção e o conteúdo da sua vida.
A adoração, juntamente com outras palavras como amor e fé, pertence aos mais profundos níveis do relacionamento com Deus. Tanto que não se enquadra facilmente dentro de definições simples, nem tão pouco nítidas.
Adoração está mais ao alcance da descrição e experiência do que às limitações atingidas por qualquer tentativa de defini-la. As palavras do sábio quando a trazem para o papel resultam em “Adoração é o transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino”.
A verdadeira adoração, é como a água recebida pelo sedento “torna-se nele uma fonte a jorrar para vida eterna” (Jo. 4:14). O salmista aproximou-se do cerne da adoração quando disse: "Tu és o meu Senhor; não tenho bem nenhum além de ti" (Sl. 16:2). Na sua origem a palavra exprime a riqueza, ou preciosidade que Deus é para o adorador.
Infelizmente, às vezes, nos pegamos planejando refeições, tarefas e até fechando contratos em nossas mentes durante a hora solene do culto! Tão diferente do que ocorreu com Maria, sentada “aos pés de Cristo” (Lc. 10.39), tendo escolhido “a boa parte, e esta não lhe será tirada" (Lc. 10.42).
Mas, um ato de adoração reconhece a preciosidade de um encontro vital com Deus e tem para quem busca ao Senhor a vantagem só comparável a “encontrar a pérola de grande valor” (Mt. 13:45).
“O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice;”, é Ele que “garante o meu futuro.” (Sl. 16:5).
Adorar leva-nos a peneirar nossos valores. Afinal, o nosso alvo é a comunhão com Deus! Algo não está bem quando nossos interesses são mais importantes do que Ele. Cultuar, portanto, é pôr em ordem bíblica as nossas prioridades.
Procuramos conhecer a Deus, e vamos conhecendo-o cada vez melhor, de modo a exaltá-lo: “Bendirei o Senhor o tempo todo! Os meus lábios sempre o louvarão. Minha alma se gloriará no Senhor; ouçam os oprimidos e se alegrem. Proclamem a grandeza do Senhor comigo; juntos exaltemos o seu nome.” (Sl. 34:1-3).
A adoração é uma resposta a Deus, declarando-lhe o nosso mais profundo amor, por Ele ter-se revelado no íntimo do nosso coração e porque temos que admitir sua ação em nós através do seu Espírito.
A Deus toda a glória!
Carlos R. Silva
inverno 2014
Uma compilação de:
Shedd, Russel P., Adoração Bíblica, Edições Vida Nova
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Cruz, oração e cristianismo

Semana lendo Tozer. Um tempo especial para uma releitura deste pregador desafiante.
O homem que está crucificado tem os olhos voltados para uma só direção. Ele não pode olhar para trás.
O homem crucificado está olhando apenas numa direção, que é a direção de Deus, de Cristo e do Espírito Santo.
O homem na cruz não tem mais planos para si. Não são mais os seus planos, mas de alguém que fez planos para ele.
Quando o pregaram na cruz, todos os seus planos desapareceram.
Quando você se dispõe a morrer na cruz, você diz adeus - você não vai voltar mais!
Eu me recordo de um homem de Deus a quem foi perguntado:
"O que é mais importante: ler a Palavra de Deus ou orar?".
Ele respondeu:
"O que é mais importante para um pássaro, a asa da direita ou a da esquerda?".
Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu;
conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver;
espera ir para o céu pelos méritos de outro;
esvazia-se para que possa estar cheio;
admite estar errado para que posa ser declarado certo;
desce para que possa ir para o alto;
é mais forte quando ele é mais fraco;
é mais rico quando é mais pobre;
mais feliz quando se sente o pior.
Ele morre para que possa viver;
renuncia para que possa ter;
doa para que possa manter;
vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento.
Aiden Wilson Tozer
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