quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Palavra que Acontece

“E assim aconteceu” (Gênesis 1.7, 9, 11, 15, 24 e 30 NTLH)

Introdução

“E assim aconteceu”, diz, seis vezes, o capítulo inicial de Gênesis.
Aconteceu o que Deus disse. Isto é repetido por toda a Bíblia, indo além do relato da criação.
Sempre acontece o que Deus diz!

Este é um bom momento para que pensemos a quantas anda a nossa confiança na Palavra do Senhor.
Quando paro para refletir, muitas vezes, enxergo a mim mesmo e à igreja interessados nos “porquês”, no “quando” e no “como”.

Sinceramente, deveríamos nos perguntar: quem disse? Quem afirmou? Quem criou? Quem prometeu?

Constantemente nos vemos relativizando o nosso Deus, ou seja, comparando-o com pessoas, por exemplo, pecadores como nós! Imagine, um Deus Santo e poderoso comparado a homens, que na verdade são obra sua, criação sua!

E o que dizer das vezes que essa relativização nos leva a enxergar mais o problema do que o Deus a quem servimos? O Deus para quem nada é impossível?

Veja o que ele mesmo, o nosso Deus, diz através do profeta Jeremias:

Eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Nada é impossível para mim. (Jr 32.27 NTLH).

Jó, após ser confrontado e ser instigado por Deus para que lhe respondesse algumas perguntas, diante do atrevimento dele, Jó, ao questionar a Deus, exclama:

Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. (Jó 42.2 NTLH).

A respeito dele, disse o anjo Gabriel, enquanto falava com Maria, escolhida para ser a mãe do Salvador:

Porque para Deus nada é impossível. (Lc 1.37 NTLH).

1. A Bíblia é prova de que o que Deus fala acontece

A Bíblia é seu texto-prova. Seu teor comprova que aquilo que o Senhor falou realmente aconteceu.
Josué, já velho, instruindo e exortando o seu povo, testifica acerca de tudo que lhes acontecera e das palavras do Senhor:

Vocês sabem, lá no fundo do coração e da alma, que nenhuma das boas promessas que o Senhor, o seu Deus, lhes fez deixou de cumprir-se. Todas se cumpriram; nenhuma delas falhou. (Josué 23:14 NVI).

Mais tarde, profeta Isaías dirá:

“A erva seca, e as flores caem quando o sopro do Deus Eterno passa por elas. De fato, o povo é como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre” (Is 40.7-8 NTLH).

No Novo Testamento, mostrando sua autoridade e o peso de sua palavra, Jesus diz:

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão". (Marcos 13:31 NVI).

Os Salmos apontam que a Palavra de Deus está firmada para sempre:
“Ó Deus Eterno, a tua palavra dura para sempre; ela é firme como o céu” (Sl 119.89 NTLH).

2. A Palavra não pode ser trocada pelo palavrório

Como isto nos exorta! A Palavra de Deus é digna de confiança. O que ele fala, isso acontece. Não é uma palavra comum, mas a Palavra Viva de um Deus Vivo.
Uma Palavra que faz as coisas acontecerem!

Como igreja, corremos o risco de desprezar a Palavra de Deus. Isso é perigoso!
Viver de celebrações, de pretensos sinais, de barulho, de culto aos líderes, e desprezar a Bíblia, que é o registro proposicional das palavras divinas. Ou seja, a Bíblia é um registro com uma proposta lógica, formal e fundamentada.

A ignorância bíblica é um perigo enorme.
Podemos, por exemplo, ser ofertantes generosos, assíduos ouvintes, adoradores que não perdem culto mas que não carregam, não portam a Bíblia. E pior, que muitas vezes não leem a Bíblia!

Corre-se o risco de ficar à mercê de tudo nos ser revelado pelo líder, pelo pastor. “Quando a gente precisa saber alguma coisa da Bíblia, o pastor diz para nós como é”, declarou determinada pessoa.

A nossa atitude deve ser como a dos crentes de Beréia, dos quais diz a Bíblia:
Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo. (Atos 17:11).

A Palavra não pode ser trocada pelo palavrório.

3. A igreja precisa estar firmada na Palavra de Deus

A igreja não pode esquecer da Palavra que acontece. Já as palavras dos homens, devem ser esquecidas, porque elas não acontecem.

Muitos místicos surgiram nos últimos séculos prometendo transportar as pessoas a um estado superior. Alguns até previram o fim do mundo. A maioria deles simplesmente surge, é festejada, atrai os crédulos, eventualmente fazendo pequenas fortunas e, então, cai no esquecimento.

O que restou dos ensinamentos dos gurus, dos videntes famosos e de tantos outros? Poucos sequer se lembram do que essas pessoas ensinaram.

No entanto, por mais de três mil e quinhentos anos, a Bíblia, muitas vezes, sem o auxílio de nenhuma intervenção humana, transformou a vida dos que a leram!

A Bíblia tem poder. Ela registra a Palavra acontecida. Ela fala da Palavra que vai acontecer.

A igreja não pode se perder na atitude pecaminosa de querer novidades e andar em busca de profetas humanos, conselhos humanos, desprezando a autoridade da Palavra de Deus.

A Bíblia ainda é combatida por teólogos liberais, que negam sua inspiração. É relegada por falsos intelectuais, que fascinados por homens incrédulos, interpretam-na à luz de pensadores perdidos, sem o conhecimento de Deus.

Pensadores cristãos não devem se encantar com a voz da serpente, sempre sagaz e hoje com pose intelectual. Serpente que os seduz e os afasta da palavra que Deus falou. Ela, ou ele mesmo, Satanás, já usou esse truque lá no Éden!

A Profa. Dra. Serpente e todo seu grupo de intelectuais passarão, mas a Palavra ficará.
Ai de quem a despreza e a troca por ensinos humanos!

A igreja precisa estar firmada na Palavra de Deus.

Conclusão

Nunca soube que alguém, no leito de enfermidade, na hora da morte, pedisse para lhe lerem Marx, Hegel ou Weber para seu consolo. Pensadores, filósofos e economistas.

Mas quantos, na hora de partir, pedem que lhes leiam o Livro, o Velho Livro da capa preta, a Bíblia, a Palavra que acontece!

Pregadores, evangelistas, servos do Deus vivo: preguem a Bíblia e não pensadores humanos!

Fique com a Bíblia. Dispense os que a negam, fuja dos pregadores que a minimizam e colocam outra fonte de inspiração ou autoridade em seu lugar.

Fique com a Bíblia. Ela é a Palavra que acontece.
Ela orienta, dá direção, fortalece nossa fé e nosso entendimento a respeito do Reino de Deus. Portanto, vai nos manter firmes, de modo que não iremos atrás de qualquer vento de doutrina, nem atrás de fábulas e falsas promessas.
Ela não deixa pisar em falso. Nossa peregrinação através da vida é feita sob a orientação dos ensinamentos divinos.

Precisaremos dela nos meandros dos vales por onde andaremos – e o dia mau vai chegar! Precisaremos dela nas cavernas onde muitas vezes nos encontraremos.
Ela será nossa lâmpada, a luz que nos apontará para onde seguir.

Por isso bem diz a Escritura:

Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. (Sl 119.105).

Referências


  • Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida, CPAD
  • Bíblia de Estudo NVI, Ed. Vida
  • Bíblia de Estudo NTLH, SBB
  • Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD
  • Isaltino G. C. Filho, Meditações, E Assim Aconteceu


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Vida ao Invés da Morte, Pessoas Antes que Ovelhas

Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles,
e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: "É permitido curar no sábado? "
Ele lhes respondeu: "Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá?
Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado".
Então ele disse ao homem: "Estenda a mão". Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra.
Então os fariseus saíram e começaram a conspirar sobre como poderiam matar Jesus.
(
Mateus 12:9-14)


Introdução

Quem abriu o Jornal Folha de São Paulo, no dia 19 de outubro de 1999, dentre outras, podia ler o seguinte na seção Cotidiano:

[VIDA DE CÃO
Aniversário tem bolo especial para cães
Socialite faz festa privê para cadela 
A socialite carioca, * * * *, **, passou o dia de ontem dividida entre promessas para Santa Clara -pedindo que a chuva pare - e telefonemas para acertar os últimos detalhes da festa que acontecerá hoje à tarde nos jardins de sua casa na Barra da Tijuca. Para a festa, foram expedidos apenas 20 convites.
Foi organizada para comemorar os 12 anos de uma das paixões de * * * *: Pepezinha, sua cadela da raça.
"Só convidei os filhos (cãezinhos) das amigas mais íntimas. As mães virão acompanhando seus filhos", explica.
Serão servidos bolo de ração sabor galinha e brigadeiros feitos com chocolate especial para cães. De bebida, o "refrigerante" Cool Dog - suco de carne vendido em latinhas descartáveis.
"Pepezinha merece. Ela sempre foi muito querida, desde que a vi, recém-nascida. Era a mais magrinha da ninhada, e ainda por cima órfã. A pobrezinha perdeu a mãe no parto", conta a "mãe adotiva".
Vera não fala nos custos da festa, mas se defende. "Não posso matar a fome de 60 milhões de brasileiros. Ajudo várias instituições de caridade e tenho o direito de comemorar o aniversário de alguém que me dá tantas alegrias", disse.]

Tem algo errado com a humanidade quando a vida humana não vale uma moeda para amenizar a agonia de meninos de rua num dos tantos faróis de trânsito das nossas capitais.

É claro que tem algo muito errado com a humanidade quando a vida humana é tirada por muito pouco. Mortes encomendadas, às vezes, até por filhos egoístas que se deixam levar pela ganância.

Tem algo muito errado sim quando o dinheiro destinado à merenda escolar é desviado e vai parar em contas bancárias de espertalhões. Estes, em nada diferem do que assalta a mão armada nas ruas.

O que está faltando? Por quê tudo isso?
A resposta a essas perguntas, ou tentar entender os porquês, pode levar muito tempo!

Hoje, vamos aprender com Jesus, o Senhor da vida, que:
“A bondade para com as pessoas é tão conforme a lei quanto a bondade para com os animais!” (Mt 12.11-14 A Mensagem).

1. Necessidades estão acima de regras

Saindo do campo, da lavoura, a ação agora se desloca para a sinagoga.
A sinagoga era importante para os judeus daqueles dias. Teve origem quando estavam no exílio, quando não tinham o templo. Era o local onde podiam estudar as Escrituras e adorar a Deus.
Jesus, assim como Paulo (At 13.15), aproveitou o costume que permitia que mestres visitantes e convidados participassem do culto de adoração.

É sábado. Entra na sinagoga um homem com uma mão aleijada. Além de tudo, e sua mão direita, relata Lucas (Lc 6.6).
É bem provável que tivesse que mendigar, já que para o trabalho, bem como para os cerimoniais não servia.

Ousaria Jesus opor-se a essa regra, considerada pelos fariseus como um princípio tão básico e tão bem estabelecido que não podia ser violado?

Os oponentes esperam secretamente que Jesus viesse a pisotear a regra de conduta que eles haviam estabelecido.
Naquele tempo quase todos aceitavam a regra de que, somente no caso de que a vida de um homem estivesse realmente em perigo, era permitido cura-lo, ou medicá-lo no sábado. Não parecia ser o caso aqui, talvez, essa cura pudesse esperar.
É claro que, se Jesus esperasse o outro dia, teria se submetido à autoridade dos fariseus e concordado com a interpretação da lei que faziam, como se fosse a correta.
Mas ele mesmo acabara de lhes dizer que ele era “maior do que o templo”  (Mt 12:6) e “Senhor do sábado” (Mt 12:8) e que Deus está mais interessado em misericórdia do que em sacrifícios (Mt 12:7).
Então, ele lhes mostra e reafirma que necessidades estão acima das regras. Pessoas estão antes das coisas. Pessoas estão, e são mais importantes do que os animais.

Cabe lembrar a ordem divina ao homem criado por Deus:
Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". (Gênesis 1:28).

É lícito sim, é apropriado sim, fazer bem aos sábados. E assim, aos domingos, segunda, terça, qualquer dia, sempre!

2. Podemos estar tão inebriados em cumprir a lei que nos esquecemos de ser humanos

“É certo curar no sábado?” (Mt 12:10), lhe perguntam. Seu proposito é “formular uma acusação contra ele”.

Estavam tão obstinados que não conseguiam compreender que a sua própria motivação perversa em seus corações já constitui uma profanação do sábado.

Essa intenção de armar uma cilada era um pecado tão condenável diante dos olhos do Todo-Poderoso, que constitui uma denúncia criminal muitíssimo mais grave contra eles.
Além disso, esquecem-se de que Jesus conhece os pensamentos deles. (Lc 6.8.)

O “Senhor do sábado” diz ao homem para ficar em pé diante de toda a assembleia (Mc 3.3; Lc 6.8), como se quisesse dizer a todos eles: “Olhem para ele; vejam a sua mão e ponderem sobre o que significa para ele sua condição. Será que ele não desperta a compaixão de vocês?''.

Em seguida Jesus responde a pergunta de seus críticos. Ele, vira a mesa contra eles, se puder usar essa expressão! Ele formula uma contra pergunta e força os fariseus a responderem a própria pergunta deles:
"Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? (Mt 12:11).

Pelo visto, Jesus deixa-nos parecer que, pelo menos naquele tempo e região não se considerava errado resgatar uma ovelha que fosse vítima de um acidente destes, independente se ser sábado ou qualquer outro dia.

Ora, um ser humano não é de muito maior valor que uma ovelha? Se é permitido fazer o bem a um animal no dia de sábado, então é correto e oportuno demonstrar nesse dia benevolência a um homem, que é portador da imagem de Deus!

O homem não corre risco de vida, o socorro somente deve ser oferecido quando a vida está correndo perigo? Jesus nem sequer entra no mérito da questão, salvo que deixa por entender-se (por inferência). E tal inferência é muito clara: mostrar misericórdia é sempre certo. “Desejo misericórdia, não sacrifícios” (Mt 12:7).

A conduta ética é sempre muito mais importante do que a obediência cerimonial. O amor sempre vai exceder às regras. Se os fariseus houvessem tão-somente feito um estudo mais cuidadoso e imparcial de suas próprias Escrituras realmente teriam percebido isso.

Um homem é incomparavelmente mais valioso, aos olhos de Deus, do que uma ovelha. “Portanto é certo fazer o bem no sábado” (Mt 12:12), ou seja, ser uma benção a alguém, e não mostrar-se indiferente diante suas necessidades.

Ao conhecer isso, ficam mais lindas ainda as palavras do Senhor Jesus, que já conhecemos:
Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? (Mateus 6:26).
Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! (Mateus 10:31).

3. Jesus age de maneira surpreendente

Jesus sempre surpreende. Nas respostas, nas ações, nos ensinos.
Quem quer andar com ele tem que estar preparado para ser surpreendido!

Então ele disse ao homem: "Estenda a mão". Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra. (Mt 12:13).
A cura é instantânea e completa. A mão direita está agora tão sadia quanto a esquerda. A cura ocorreu em conexão com o ato de obediência do homem.
Além disso, no tocante ao milagre em si, deve-se dar a Jesus todo o crédito e toda a glória, e a ele somente. Ele não tocou o homem. Aliás, nem sequer pronunciou uma única silaba, ordenando que a mão fosse curada. Simplesmente disse ao homem que estendesse sua mão e ela foi restaurada.

De uma maneira misteriosa demais para qualquer mortal compreender, o Salvador concentrou-se na condição desse pobre homem, enchendo-se de compaixão, e diante de todos os presentes ele quis e efetuou a cura!

Sem show, sem espetáculo televisivo, sem fogos de artifício, sem alarido. O milagre é só consequência, Jesus conhece o coração, conhece os pensamentos. (Lc 6.8).

4. O que fazer com Jesus?

Esse maravilhoso ato de poder e misericórdia não convenceu os fariseus de seu erro, nem confessaram sua culpa.

Odiaram a Jesus ainda mais pelo que fez no sábado. Restaurar a saúde e felicidade de um homem, removendo sua invalidez, era um crime por causa do dia em foi realizado.

No entanto, tramar no mesmo dia a destruição do Médico dos médicos era considerado um mérito.
Então os fariseus saíram e começaram a conspirar sobre como poderiam matar Jesus. (Mateus 12:14)

Se pudessem o matariam ali mesmo.
Mas eles ficaram furiosos e começaram a discutir entre si o que poderiam fazer contra Jesus.
(Lucas 6:11).

Então os fariseus saíram e começaram a conspirar com os herodianos contra Jesus, sobre como poderiam matá-lo. (Marcos 3:6).
Eles agora consultam com, imaginem quem? Os profanos e mundanos herodianos, partido político que apoiava a dinastia herodiana!

A desgraça produz estranhas confrarias, estranhas alianças, especialmente quando está vinculada à inveja. Reunidos os dois grupos, agora tramam como aniquilar Jesus.

Ah se pelo menos tivessem se lembrado do Salmo 2:
Adorem ao Senhor com temor; exultem com tremor.
Beijem o filho, para que ele não se ire e vocês não sejam destruídos de repente, pois num instante acende-se a sua ira. Como são felizes todos os que nele se refugiam! (Salmos 2:11,12).

Conclusão

Talvez você tenha chegado aqui hoje oprimido, carregando fardos tão pesados que não vê saída para você.
A carreira te oprime, a família te oprime, o casamento te pressiona, a sociedade te cobra demais e até a religião de sufoca!

A solução para tudo isso, a solução é Jesus.

O Médico dos médicos está aqui. “Estende a tua mão”, ele diz. Tome uma atitude. Ele está aqui independente do dia e hora.

Ainda que você não saiba muita coisa sobre a Lei, os Profetas, o Apocalipse, mas o Evangelho, até uma criança entende:
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16).

Não veio para retaliar, jogar em rosto as culpas, mas para salvar, livrar da condenação eterna:
Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. (Jo 3:17).

O que vamos fazer então com Jesus?
Podemos agir como os fariseus, os herodianos e outros grupos. Mas podemos agir diferente, e hoje você tem a rica oportunidade de mudar esta sua história!
Alguém poderá pensar que Deus está falando com o filho, a esposa ou o pai. Não! É com você que Deus está falando e, sinceramente, podemos estar convencidos, não convertidos!

É preciso atitude, “estenda a mão”, creia, aceite-o, arrependa-se. Arrepender-se quer dizer, mude de ideia sobre como você tem vivido até aqui e de como quer viver o seu futuro:
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. (Jo 3:18).

Referências

·         Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida, CPAD
·         Bíblia de Estudo NVI, Ed. Vida
·         Bíblia de Estudo NTLH, SBB
·         Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD

·         Comentário do Novo Testamento, Mateus Vol 2, William Hendriksen

sábado, 7 de novembro de 2015

Eu Sempre Cuidei de Vocês

Substituir Deus, o Senhor, por qualquer outra coisa é loucura.

A respeito das tantas coisas, badulaques, programações, que até mesmo cristãos colocam em seu lugar ele mesmo diz:
"Os seus ídolos são levados por animais de carga. As imagens que são levadas por aí, são pesadas, um fardo para os exaustos".
Mas o Deus amoroso diz que com ele é diferente:
"Escute-me ... vocês a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento.
Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os susterei e eu os salvarei." (Isaías 46:1,3,4).
É ele quem carrega os seus. Quanta diferença!
Daí, a preciosidade das palavras de Jesus, que oferece alívio e descanso.
Palavras tão atuais para os dias atribulados que vivemos.
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso." (Mateus 11:28).
Escutem cansados, explorados, sem direção, oprimidos pelo brutal Sistema, oprimidos até pela religião:
Nele, Jesus, encontrarão descanso para as suas almas.

domingo, 16 de agosto de 2015

E Receberão Poder

Costumamos orar a Deus, pedindo-lhe poder.

Me pergunto, exatamente para que o pedimos? Poder para quê?

Arquimedes, físico e matemático da Antiguidade Clássica, disse “Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo.”

Já, Joseph Conrad, escritor britânico, num tom de sátira talvez, ou inebriado com o poder da palavra dizia: “Não me fales da alavanca de Arquimedes. Dá-me palavra e acentuação certas, e eu moverei o mundo.”.

O cristão ouve do próprio Jesus: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, ...”, conforme Atos 1.8.

Eis aí a alavanca, o dínamo que todo o cristão precisa.

Mas a pergunta continua: poder para quê?

Então na mesma promessa Jesus responde: “ ...e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra”. Parte final do texto.

Poder para testemunhar.

Pessoa que testemunhou, que assistiu a um acontecimento, um fato: testemunha. Por isso o apóstolo Pedro afirma sobre o que eles receberam: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.” (2 Pedro 1.16).

Parece que o Senhor esteve durante todo o seu ministério preparando os que o sucederiam para isso.

E, além disso, ficou impossível para todos os que tiveram um encontro com ele, aos quais ele apareceu após sua ressurreição, após ter vencido a morte.

É impossível não testemunhar do que temos visto e ouvido.

A constatação, que deve me incomodar e me levar uma mudança de atitude, é que pedimos poder, mas não nos sensibilizamos frente aos desmandos que assolam pessoas, criadas a imagem e semelhança de Deus, em nosso mundo, em nosso país, em nossa igreja em nossa rua.

Deveria me incomodar o fato de que quando eu peço por cura, o pedido normalmente não estende-se nem contempla outros, é pouco abrangente, sendo geralmente para eu mesmo ou, no máximo para os meus.

Lamentavelmente a pequenez dos nossos objetivos, geralmente centrados em nós mesmos, não deixa muito espaço, são pouco inclusivos, e chegam, no máximo até o nosso umbigo.

Por isso Tiago é tão contundente: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” (Tiago 4.3).

Quem, verdadeiramente, torna-se cristão, deixa-se ser alcançado por Deus, converte-se ao Senhor, passa por transformação.

Há uma desconstrução do seu eu, do ego, da própria vontade.

Passa-se a falar como o apóstolo Paulo “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2.20).

Receberão poder. Alavanca, ponto de apoio. Sim, e esse poder traz consigo responsabilidades, alarga a visão nas dimensões física e espiritual.

Arquimedes tinha a alavanca, Conrad as palavras e o cristão tem o Espírito
Santo.



A Deus toda a glória!



Carlos R. Silva
Inverno 2015


Referências

• Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida, CPAD 
• Bíblia de Estudo NVI, Ed. Vida

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Método surpreendente, visão perfeita

Não são raras as vezes em que nos pegamos orando a Deus, e nessas orações, o “orientamos” sobre a maneira “correta” dele atuar em nossas questões.
Se diz que tudo o que vemos é uma questão de perspectiva. Importa muito a maneira como olhamos. Por exemplo, um grande problema pode ser encarado como uma excelente oportunidade para uma grande vitória.
Um grande problema pode, certamente, evidenciar o tamanho do Deus em que cremos além de revelar nossa confiança nele. Ou seja, vai revelar exatamente nossa visão a respeito desse Deus.

Frequentemente, o Deus para quem “nada é impossível” (Lc 1:37), quer nos ensinar sobre confiar mais, crer mais e a ver com clareza quem e como ele é.

O lugar é Betsaida, “casa de pesca”, cidade natal de Pedro, seu mano André e Filipe. Todos transformados em pescadores de almas pelo nosso Senhor.

Um olhar mais atendo para o relato bíblico tem que terminar em perguntas, silenciosas e introspectivas. Por que Jesus tira o cego da aldeia para tratar com ele? Por que ele cospe nos seus olhos? Por que a cura não aconteceu de uma vez?

Nem bem eles aportam e desembarcam um anônimo é trazido a ele com o pedido, com a súplica para que ele o tocasse.
O Salvador dos sem nome, dos rebentados e sem esperança atende-o prontamente. Ele vai além de simplesmente tocá-lo. 

Mas, Betsaida também era lugar de incredulidade, o que entristecera o Salvador, a ponto de ele ter exclamado “Ai de você, Betsaida!” (Mt 11:21), porque até os gentios teriam se arrependido e se humilhado se tivessem visto o que eles viram.
Por isso, o cego é tirado para fora da aldeia, do povoado. Era necessário sair do ambiente de incredulidade, onde a culpa, a lembrança dos erros, o dedo acusador dos religiosos de que sofria um castigo divino, fruto de seus pecados, tudo isso pesava sobre ele. Jesus o tira do ambiente hostil.

O homem que dependia de favores para viver, era conduzido por vontade alheia, segue com Jesus e põe nele sua confiança. Agora ia, como se, alinhado à Escritura, que profeticamente promete “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá.” (Sl 37:5).

Num gesto um tanto estranho para nós no século XXI, Jesus cospe-lhe nos olhos.
Talvez, na minha arrogância eu diga, mas saliva? Não tem outra forma?
Talvez num rompante de falta de humildade eu me ache como o general Naamã, que considerou barrentas demais as águas do Jordão, onde o nobre deveria mergulhar, para que fosse curado. (2Reis 5.1-15). 
Eis-nos, de repente, condicionando o agir de Deus. Estabelecendo o como, como se Deus não estivesse no controle.
A saliva do Salvador é aqui a Palavra que procede da sua boca, palavra que transmite luz, palavra que purifica, que limpa. “Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado.” (Jo15:3).
Jesus vai além do toque, ele lava e purifica.

“Vejo os homens ... como árvores que andam.” (Mc. 8:24). Essa resposta também se referia ao que havia ocorrido com os discípulos ainda no barco. Presenciaram os milagres mas não conseguiam enxergar a mensagem espiritual e prática do que Jesus fez.
Sua visão, deles e do cego, ainda era sem foco, não era nítida. Uma visão coisificada da vida. Seus olhos até enxergavam, mas suas mentes estavam enfermas, seus valores ainda estavam distorcidos. 

Nossos dias têm muito disso. O evangelho das coisas, do ter, do possuir, principalmente bens materiais.
Mas a preocupação de Jesus, ao perguntar “se via alguma coisa”, indica também que Deus começou a boa obra e vai termina-la. Indica que ele só sabe fazer o melhor. E só vai dar a obra por completa quando estiver boa. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Filipenses1:6).

Após o tocá-lo novamente, ele passa a ter uma nova visão do mundo e das pessoas. “Já via longe e distintamente a todos.” (Mc. 8:25). Via longe, distante, visão profética, visão nítida e com discernimento. Não mais a visão sem foco, da mente obtusa e materialista.

Então o que fora cego, e agora via nitidamente, foi devolvido ao seu lar. É a grandeza da obra restauradora de Cristo.
O homem agora é mandado para a sua casa (Mc. 8:26). Para desfrutar novamente dos laços de família, do convívio com os seus.

Me pergunto, de que forma estamos enxergando o mundo? Somos conduzidos por Deus ou pelos homens?  
Onde estão as aldeias que frequentamos? Ela pode ser o bar, a roda de amigos, ou qualquer outro lugar onde gastamos a maior parte do nosso tempo. Longe da família, dos amigos verdadeiros, dos irmãos.
A aldeia, o lugar de incredulidade, não é nosso lugar. Jesus quer nos tomar pela mão e nos tirar de lá.
De que forma estamos administrando nosso tempo: Passamos a maior parte na aldeia, negligenciando os relacionamentos familiares? 
Que nossos corações estejam dispostos e entregues nas mãos de Jesus, somente Ele pode nos conduzir a lugares seguros onde vai operar a bênção e nos curar completamente. 


A Deus toda a glória!

Carlos R. Silva
Inverno 2015

Referências
• Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida, CPAD
• Bíblia de Estudo NVI, Ed. Vida